Sistemas Florestais Eucalipto para Celulose Eucalipto para Energia Eucalipto Uso Multiplo Eucalipto Consorciado Mogno Africano

Eucalipto para Energia

O Eucalipto foi introduzido no Brasil em 1904, com o objetivo de suprir as necessidades de lenha, postes e dormentes das estradas de ferro na região Sudeste. Na década de 50 passa a ser produzido, como matéria prima, para o abastecimento das fábricas de papel e celulose. Apresenta-se como uma espécie vegetal de rápido crescimento e adaptada para as situações edafobioclimáticas brasileira.

Características: as espécies indicadas para a região subtropical são E. benthamii (comprovadamente resistente à geada) e E. dunnii (resistência parcial a geadas). Para áreas situadas em regiões acima do paralelo 24º Sul, de clima predominantemente tropical, as mais indicadas são E. grandis, E. urophylla, E. saligna, e E. cloeziana para plantios com mudas formadas a partir de sementes de pomares e áreas de produção de sementes. Plantios de sementes híbridas das espécies, E. grandis e E. urophylla, podem ser realizados nas regiões tropicais, independente de testes locais. Para plantios de mudas, formadas por clonagem, são recomendados testes de comportamento do crescimento, e definição do uso da matéria prima.

Plantio: o plantio é uma das operações mais importantes para o sucesso da implantação de florestas. A adoção do sistema adequado requer uma definição clara de objetivos e usos potenciais dos produtos e subprodutos que se espera da floresta. O sucesso de um plantio e a obtenção de povoamentos produtivos e com madeira de qualidade deve ser pautado por práticas silviculturais como: o planejamento rural, as estradas, a limpeza da área, o preparo de solo, o alinhamento, controle de pragas e doenças, definição do material genético e tratos culturais. Os espaçamentos mais utilizados variam de 3,0 x 1,5 m a 3,5 x 2,0 m. A maior quantidade de mudas por hectare requer solos férteis com precipitação superior a 1.400 mm ano.

Produção: a produção de madeira para energia também requer a utilização de clones específicos para este fim, geralmente fornecidos pelas Empresas. A produtividade média nacional é ordem de 45m3/ha/ano, ou de 270 m3 por hectare. A densidade ALTA da madeira é uma das principais características para produção de Energia (520-800 Kg/m3) Para produção de 1 ton de carvão são necessários em média 3,0 m3 de madeira com casca.

ANÁLISE FINANCEIRA DO INVESTIMENTO (R$/ hectare)

Eucalipto para Energia

ANO 1

ANO 2 a 6

ANO 8 a 12

TOTAL

SERVIÇOS

2.490

821

1.877

5.188

INSUMOS

1.784

453

1.079

3.316

  CUSTO DE FORMAÇÃO DE FLORESTA

4.274

1.274

2.956

8.504

REMUNERAÇÃO DO CAPITAL (6% aa)

 

2.330

 

2.330

IMPOSTOS (12%)

 

1.134

1.008

2.142

  CUSTO TOTAL

4.274

4.738

3.964

12.976

RECEITA BRUTA

 

9.450

8.400

17.850

  RECEITA LÍQUIDA

- 4.724

4.712

4.436

4.874

 

Principais Indicadores Financeiros:

  • Total do Investimento: R$ 8,5 mil reais por hectare
  • Receita líquida no ANO 7: R$ 4,7 mil reais por hectare
  • Receita líquida no ANO 14: R$ 4,4 mil reais por hectare
  • Produtividade esperada: 43 m3 de madeira por hectare/ano
  • Custo de produção da madeira em pé: R$ 17,34/m3
  • Valor bruto da venda da madeira em pé: R$ 35,00/m3